Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia


Perguntas mais Frequentes

Perguntas frequentes com as respectivas respostas na área de Endocrinologia Feminina e Andrologia. Antes de enviar a sua dúvida para o site, leia abaixo algumas perguntas mais frequentes, assim como os esclarecimentos fornecidos pela equipe do departamento. As respostas publicadas constituem apenas uma opinião, fornecida à distância, embasada em informações superficiais e sem o fundamental exame físico. Não substituem, de forma nenhuma, a avaliação e o acompanhamento, executados pelo médico assistente.

Os principais sintomas de deficiência de testosterona são a diminuição da libido (interesse sexual) e da ereção. Também pode ocorrer diminuição da massa muscular, fraqueza, cansaço, aumento de peso, diminuição dos pelos corporais, alterações do humor, perda de massa óssea.

Nos homens com sintomas sugestivos de deficiência de testosterona, deve ser feito um exame de sangue para dosagem deste hormônio no período da manhã, pois sua concentração diminui ao longo do dia. Se o resultado for baixo, deve ser repetido o exame em outra ocasião, para confirmar, pois podem ocorrer variações de um dia para o outro.

O tratamento só deve ser iniciado quando não houver contraindicação, como tumor de próstata ou de mama masculina. Existem medicações injetáveis para administração de testosterona de curta e longa duração. As de curta duração são administradas a cada duas ou três semanas e a de longa, a cada três meses em média. Em qualquer caso a frequência das injeções deve ser individualizada de acordo com as necessidades do paciente, conforme avaliação do médico assistente. Em breve começarão a ser comercializados no Brasil medicamentos para administração de testosterona sob forma de gel, que é absorvido através da pele.

Não há nenhuma evidência científica de que o uso de testosterona em doses adequadas possa se associar a aumento de incidência de câncer de próstata. Quem já tem câncer de próstata, entretanto, não deve ser tratado com testosterona.

Se houver deficiência deste hormônio e na ausência de contraindicações, o homem com diabetes podem ser tratados com testosterona, o que pode auxiliar no próprio tratamento do diabetes.

Pelo contrário, homens com deficiência de testosterona tendem a emagrecer quando tratados com este hormônio.

Não. Excesso de testosterona faz tanto ou mais mal do que sua falta. O objetivo do tratamento em homens com deficiência de hormônio masculino é manter seus níveis no sangue dentro da faixa considerada normal.

Níveis elevados de testosterona se associam a maior propensão ao diabetes, aumento da gordura abdominal, alterações das gorduras no sangue, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e hipertensão arterial.

Há diversas pesquisas científicas que mostram aumento de mortalidade, principalmente por problemas respiratórios e cardiovasculares, em homens com níveis baixos de testosterona. Um estudo mostrou que a terapia com testosterona nesses homens é capaz de reduzir a mortalidade.

A deficiência de testosterona pode ser decorrente de uma alteração da função dos testículos ou da hipófise, que é a glândula que estimula a produção hormonal dos testículos. Por isso é importante, antes de iniciar a terapia hormonal, investigar as causas da deficiência, pois o tratamento vai depender desse diagnóstico.