Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia


Perguntas mais Frequentes

Perguntas frequentes com as respectivas respostas na área de Endocrinologia Feminina e Andrologia. Antes de enviar a sua dúvida para o site, leia abaixo algumas perguntas mais frequentes, assim como os esclarecimentos fornecidos pela equipe do departamento. As respostas publicadas constituem apenas uma opinião, fornecida à distância, embasada em informações superficiais e sem o fundamental exame físico. Não substituem, de forma nenhuma, a avaliação e o acompanhamento, executados pelo médico assistente.

É o crescimento de pelos escuros, grossos e encaracolados na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina. Muitos perguntam a diferença entre hirsutismo e hipertricose, essa última, na verdade é o excesso de pelos finos e lisos em regiões onde a mulher geralmente já os tem.

O hirsutismo ocorre em 5-8% da população feminina. Os pelos apresentam seu crescimento na dependência de hormônios produzidos pelo organismo. A Testosterona, hormônio preferencialmente masculino, mas que também existe na mulher é capaz de atuar junto ao folículo piloso e promover seu crescimento. Já a hipertricose é de natureza genética ou adquirida pelo uso de algumas substancias químicas.

A produção aumentada de andrógenos, seja de origem ovariana, seja de origem adrenal, leva ao aumento das fibras capilares, tanto em comprimento como em diâmetro. 

As causas mais comuns, que levam ao hirsutismo são, em primeiro lugar, a Síndrome dos Ovários Policísticos (origem ovariana) seguida da Hiperplasia Adrenal Congênita (origem adrenal), tumores ovarianos e adrenais e exposições a drogas que contenham hormônios.
É possível ainda, o hirsutismo com testosterona normal quando se acredita que exista um aumento da sensibilidade do próprio folículo aos níveis normais de andrógenos, levando ao aumento da fibra capilar.

Verificando clinicamente a associação com irregularidade menstrual, perda de cabelos, acne, aumento da massa muscular, aumento do clitóris.
Utiliza-se um somatório de pontos baseado em nove regiões onde existem pelos. Esse somatório foi sugerido por Ferriman & Gallwey e serve para um acompanhamento mais objetivo do grau de hirsutismo.
As dosagens dos hormônios devem ser realizadas logo depois da menstruação (1ª fase do ciclo menstrual) e deverão ser realizados exames de imagem como ultrassonografias dos ovários e, se necessário, Tomografias computadorizadas e Ressonância Nuclear Magnética para investigação mais apurada.

O excesso de pelos, especialmente faciais, pode causar problemas psicológicos e psicossociais. O tratamento visa dar suporte a essas questões emocionais que afetam negativamente a qualidade de vida das pessoas.

Tratamento sistêmico de 1ª linha:
Contraceptivos Orais (?Pílula?), que no caso do tratamento do hirsutismo, tem a vantagem de:
(1) tornar os ciclos menstruais regulares
(2) faz contracepção
(3) pode-se associar ao estrogênio uma progesterona com ação anti-androgênica (como veremos a seguir) sendo o ideal nesses acasos.

A forma como os anti-androgênios é suprimir o homônimo hipofisário que estimula os ovários da mulher a produzir mais testosterona, que é o LH levando então a inibição da síntese de androgênios ovarianos, aumento da proteína ligadora que transporta a testosterona total no sangue levando a queda da testosterona livre. Ocorre também uma leve redução dos andregénos adrenais.
Anti-androgênios sistêmicos: Quando, apesar do uso do contraceptivo oral com ação anti-androgênica, não ocorre uma resposta favorável após seis meses de tratamento com contraceptivo oral ou a presença de hirsutismo mais acentuado já mostrando a necessidade de um tratamento mais intenso. Podemos recorrer a três medicações, todas elas com objetivo de diminuir a ação androgênica e melhorar o hirsutismo.

Tratamento Local temporário:
Usar lamina de barbear
Depilação com cera

Tratamento Local Definitivo:
1-Photoepilação
2-Laser ou light intense pulse (IRL)
3-Eletrolise