Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia


Perguntas mais Frequentes

Perguntas frequentes com as respectivas respostas na área de Endocrinologia Feminina e Andrologia. Antes de enviar a sua dúvida para o site, leia abaixo algumas perguntas mais frequentes, assim como os esclarecimentos fornecidos pela equipe do departamento. As respostas publicadas constituem apenas uma opinião, fornecida à distância, embasada em informações superficiais e sem o fundamental exame físico. Não substituem, de forma nenhuma, a avaliação e o acompanhamento, executados pelo médico assistente.

Ciclos menstruais regulares, dor em virilha no meio do ciclo, muco fluido e abundante sugerem ovulação. O muco cervical é inicialmente transparente como clara de ovo e vai ficando cada vez mais abundante e fluido até a ovulação. A ovulação pode ser eventualmente percebida pela mulher como uma dor aguda, que dura de minutos a poucas horas, que corresponde ao rompimento do óvulo a partir do ovário. Raramente pode ocorrer sangramento de pequena monta nesta ocasião (?sangramento do meio?). Após a ovulação o muco muda de aspecto, tornando-se esbranquiçado, viscoso e granuloso. A temperatura do corpo aumenta de 0,3 a 0,5 graus C após a ovulação. Contudo, infecções e até mesmo o stress podem alterar a temperatura corporal. 

Além destes sinais, hoje em dia existem testes urinários semelhantes aos testes de gravidez que, mergulhados na urina a cada 12 horas no período fértil, podem detectar a elevação do hormônio LH, que deflagra a ovulação. O método mais preciso, capaz de avaliar diretamente a ovulação, é o da ultrassonografia transvaginal seriada, em que se acompanha o desenvolvimento folicular nos ovários desde aproximadamente o 10o dia do ciclo até a rutura ovular.

O período considerado normal para um casal engravidar, com relações sexuais 2 a 3 vezes por semana e sem nenhuma proteção anticoncepcional, é de 1 ano.

Algumas clínicas de fertilização em grandes centros já executam a técnica de criopreservação de oócitos. Nesta situação a mulher não precisa de parceiro ou doador de esperma. Ela se submete a uma indução de ovulação semelhante à de fertilização in vitro (bebê de proveta),mas os oócitos obtidos não são fecundados e sim congelados diretamente. Quando a mulher precisar serão descongelados, mantendo a qualidade correspondente à idade da mulher na ocasião do congelamento. Novas técnicas, como a vitrificação dos oócitos,tem aproximado taxas de sucesso dessa técnica às do congelamento de embriões. Mais de 900 nascimentos já foram descritos após descongelamento dos oócitos vitrificados.

Problemas dos ovários, como síndrome dos ovários policísticos, a insuficiência de seu funcionamento (hipogonadismo), tanto o hipo quanto hipertireoidismo, alteração dos níveis de prolactina e distúrbios das adrenais podem prejudicar a fertilidade.

O hormônio anti-mulleriano (AMH) é reconhecido atualmente como o principal marcador da reserva de folículos (que serão os futuros óvulos) e portanto indica o potencial de fecundidade de determinada mulher. Atualmente pode ser dosado em laboratórios comerciais convencionais. Seus níveis começam a cair na puberdade seguindo uma curva padronizada, contudo mulheres de mesma idade podem ter reservas foliculares e conseqüentemente fecundidades diferentes. Considera-se que níveis de AMH > 1 ng/dL sinalizam possibilidade de gravidez espontânea ou mediante técnicas de reprodução assistida.